O problema da escravidão na cultura ocidental

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David Brion Davis – editora “civilização brasileira” – Rio de Janeiro, 2001

“Um livro excitante, perturbador e extremamente educativo. Uma das publicações mais importantes sobre a escravidão nos tempos modernos.” The New York Review of Books Ganhador do Prémio Pulitzer de 1967, este estudo clássico de David Brion Davis abriu novas direções para a pesquisa histórica e social sobre a escravidão. Nele, o autor argumenta que a escravidão sempre foi uma fonte de tensão social e psicológica, mas que, na cultura ocidental, esteve associada a certas religiões e doutrinas filosóficas que acabavam por sancioná-la. Davis esquadrinha as diversas formas como diferentes sociedades lidaram com as contradições intrínsecas da escravidão, desde a Antiguidade clássica até o início da década de 1770. Desse modo, ele pretende distinguir o que foi peculiar no movimento abolicionista americano, quando o paradoxo da servidão tornou-se mais visível ao ser estreitamente relacionado aos ideais da colonização americana de criar uma sociedade perfeita. Davis fornece uma análise comparativa dos sistemas escravocratas no Velho Mundo, mostrando como o pensamento europeu reagiu à escravidão. A seguir, trata das primeiras reações diante da escravidão americana, particularmente

dos problemas e condições que podiam ajudar ou impedir o crescimento do pensamento antiescravocrata. Por fim, dedica-se aos primeiros protestos contra a servidão do negro e as Inovações religiosas, literárias e filosóficas que contribuíram tanto para o discurso dos abolicionistas quanto para o dos defensores da escravidão no final do século XVIII.

David Brion Davis é professor de História na Universidade de Yale e presidente da Orga- nization of American Historians. Ganhador dos prêmios Bancroft, National Book Award e Beveridge, è autor de vários livros, entre eles, Slavery and Human Progress e The Problem of Slavery in the Age of Revolution.

quanto mais tomava consciência dessa dimensão cultural e histórica do problema, mais compreendia que não poderia consideraria os abolicionistas como tais enquanto não soubesse se a escravidão tinha tido uma forte tensão latente na cultura ocidental; se tinha havido protestos contínuos contra a instituição; se a ‘escravidão’ significava alfo radicalmente diferente na Grécia e Roma antiga, na Europa medieval e na américa, do norte e do sul”

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