{"id":160,"date":"2025-01-10T10:32:52","date_gmt":"2025-01-10T13:32:52","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/?p=160"},"modified":"2025-01-10T11:57:07","modified_gmt":"2025-01-10T14:57:07","slug":"1889-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/1889-2\/","title":{"rendered":"1889"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-x-large-font-size\"><strong>Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injusti\u00e7ado contribuiram para o fim da monarquia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"667\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2025\/01\/1889.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-162\" srcset=\"https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2025\/01\/1889.jpg 667w, https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2025\/01\/1889-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Laurencio Gomes &#8211; Editora &#8220;globo livros&#8221; &#8211; Rio de Janeiro, 2007<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Brasil   2. Hist\u00f3ria   3. portugal   4. independencia<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00c9 quase imposs\u00edvel entender o Brasil de hoje<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>sem estudar as tr\u00eas datas que marcam a comtru\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro durante o s\u00e9culo xax. S\u00e3o elas os temas da trilogia que o escritor Laurentino Gomes condui ao publicar este volume, 1889, sobre a hist\u00f3ria da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. O primeiro livro, 1808, foi dedicado \u00e0 fuga da corte de dom Jo\u00e3o para o Rio de Janeiro, acossado pelas tropas do imperador franc\u00e9s Napole\u00e3o Bonaparte. Come\u00e7ava ali a r\u00e1pida e profunda transforma\u00e7\u00e3o da antiga col\u00f3nia portuguesa, cujo resultado seria a Independ\u00eancia, objeto do segundo volume da s\u00e9rie, 1822. Por 67 anos, o Brasil se manteve como a \u00fanica Monarquia duradoura nas Am\u00e9ricas, mas tratava-se de um regime condenado pelas suas pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es. O imperador Pedro 11, um intelectual respeitado, governou um pa\u00eds dominado pela escravid\u00e3o, pelo analfabetismo e pelo latif\u00fandio. O Imp\u00e9rio brasileiro se caracterizou por um sistema de toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1, no qual fazendeiros e senhores de escravos apoiavam o governo e, em troca, recebiam t\u00edtulos de nobreza n\u00e3o heredit\u00e1rios. A Rep\u00fablica chegou igualmente marcada pelas incongru\u00eancias tanto quanto a Monarquia que a precedeu. Os propagandistas republicanos defendiam, entre outras promessas, o fim dos privil\u00e9gios da nobreza, a amplia\u00e7\u00e3o do voto popular e a garantia \u00e0 liberdade<\/p>\n\n\n\n<p>de express\u00e3o. O novo regime nasceu, por\u00e9m, descolado das ruas, mediante um golpe militar pelo marechal Deodoro da Fonseca, um homem de reconhecidas simpatias monarquistas. Dessa forma, o Brasil inaugurou uma peculiar Rep\u00fablica sem povo. A dist\u00e2ncia entre os sonhos e a realidade brasileira em 1889 \u00e9 o pano de fundo dos cap\u00edtulos que comp\u00f5em esta obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Paranaense de Maring\u00e1 e seis vezes ganhador do Pr\u00eamio Jabuti, Laurentino Gomes \u00e9 autor de 1808, sobre a fuga da corte portuguesa de dom Jo\u00e3o vi para o Rio de Janeiro; 1822, sobre a Independ\u00eancia do Brasil; e 1889, sobre a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Seu primeiro livro tamb\u00e9m foi eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e publicado em ingl\u00eas, nos Estados Unidos, com o t\u00edtulo The Flight of the Emperor. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Paran\u00e1, com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 membro titular da Academia Paranaense de Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas de 1889, os tripulantes de um navio brasileiro ancorado no porto de Colombo, capital do Ceil\u00e3o (atual Sri Lanka), foram pegos de surpresa pelas not\u00edcias que chegavam do outro lado do mundo. &#8220;Brasil Rep\u00fablica&#8230;&#8221;, anunciava o telegrama recebido pelo almirante Cust\u00f3dio Jos\u00e9 de Mello, comandante do cruzador Almirante Barroso. &#8220;Bandeira mesma sem coroa&#8230;&#8221;. acrescentava a mensagem. Despachado do Rio de Janeiro, o telegrama s\u00f3 confirmava os rumores que a tripula\u00e7\u00e3o tinha ouvido na escala anterior, na Indon\u00e9sia. Dizia-se que o governo do Brasil havia sido derrubado. Mais do que isso, o pa\u00eds passara por uma dr\u00e1stica mudan\u00e7a de regime. O Imp\u00e9rio brasileiro, at\u00e9 ent\u00e3o tido como a mais est\u00e1vel e duradoura experi\u00eancia de governo na Am\u00e9rica Latina, com 67 anos de hist\u00f3ria, desabara na manh\u00e3 de 15 de novembro. A Monarquia cedera lugar \u00e0 Rep\u00fablica. O austero e admirado imperador Pedro \u0964\u0964 fora obrigado a sair do pa\u00eds. Vivia agora exilado na Europa, banido para sempre do solo em que nascera. Enquanto isso, os destinos da nova Rep\u00fablica estavam nas m\u00e3os de um marechal j\u00e1 idoso e bastante doente, o alagoano Manoel Deodoro da Fonseca, considerado at\u00e9 ent\u00e3o um monarquista convicto e amigo do imperador deposto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><em>Laurentino Gomes\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injusti\u00e7ado contribuiram para o fim da monarquia Laurencio Gomes &#8211; Editora &#8220;globo livros&#8221; &#8211; Rio de Janeiro, 2007 \u00c9 quase imposs\u00edvel entender o Brasil de hoje sem estudar as tr\u00eas datas que marcam a comtru\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro durante o s\u00e9culo xax. 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