{"id":66,"date":"2024-11-30T10:04:52","date_gmt":"2024-11-30T13:04:52","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/?p=66"},"modified":"2024-11-30T10:04:53","modified_gmt":"2024-11-30T13:04:53","slug":"escravidao-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/escravidao-iii\/","title":{"rendered":"ESCRAVID\u00c3O III"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Volume II: Da independencia do Brasil \u00e0 Lei \u00c1ureao<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2024\/11\/escravidao-3-696x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-68\" srcset=\"https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2024\/11\/escravidao-3-696x1024.jpg 696w, https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2024\/11\/escravidao-3-204x300.jpg 204w, https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2024\/11\/escravidao-3-768x1130.jpg 768w, https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2024\/11\/escravidao-3-1044x1536.jpg 1044w, https:\/\/jornalistasassociados.info\/associados\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2024\/11\/escravidao-3.jpg 1305w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Version 1.0.0<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Laurentino Gomes &#8211;\u00a0porto editora &#8211; Rio de Janeiro, 2019<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>escravidao 2. Brasil 3. historia<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Depois de receber diversos pr\u00eamios com a s\u00e9rie 1808, 1822 e 1889, o escritor Laurentino Gomes dedica-se a uma nova trilogia de livros sobre a hist\u00f3ria brasileira. Desta vez, o tema \u00e9 a escravid\u00e3o e seu profundo e definitivo impacto na forma\u00e7\u00e3o do Brasil e da sociedade em que vivemos hoje. Composta por uma s\u00e9rie de ensaios e reportagens de campo, a obra \u00e9 resultado das leituras, pesquisas e observa\u00e7\u00f5es feitas pelo autor ao longo de seis anos em viagens por doze pa\u00edses e tr\u00eas continentes. O volume inicial, lan\u00e7ado em 2019, cobriu um per\u00edodo de mais de 250 anos, do primeiro leil\u00e3o de cativos africanos em Portugal, em 1444, at\u00e9 a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O segundo livro concentrou-se no s\u00e9culo xviii, auge do tr\u00e1fico negreiro no Atl\u00e2ntico, motivado pela descoberta das minas de ouro e diamantes no Brasil e pela dissemina\u00e7\u00e3o, em outras regi\u00f5es da Am\u00e9rica, de lavouras de uso intensivo de m\u00e3o de obra cativa. Este terceiro e \u00faltimo volume \u00e9 dedicado ao s\u00e9culo XIX; \u00e0 Independ\u00eancia; ao Primeiro e ao Segundo Reinados; ao movimento abolicionista, que resultou na Lei Aurea de 13 de maio de 1888; e ao legado da escravid\u00e3o, que ainda hoje emperra a caminhada dos brasileiros em dire\u00e7\u00e3o ao futuro. A escravid\u00e3o era, na defini\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independ\u00eancia, &#8220;um cancro que contaminava e ro\u00eda as entranhas da sociedade brasileira&#8221;. Disseminado por todo o territ\u00f3rio, o escravismo perpassava todas as atividades e todas as classes sociais. Ricos e pobres, fazendeiros, comerciantes e profissionais urbanos, institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e empresas privadas, ordens religiosas, bispos e padres, brancos, mesti\u00e7os e mesmo negros libertos todos, indistintamente, eram donos de escravos ou almejavam s\u00ea-lo. Maior territ\u00f3rio escravista da Am\u00e9rica em 1822, o Brasil assim se manteria at\u00e9 o final do s\u00e9culo XIX, com sua rotina pautada pelo chicote e pela viol\u00eancia contra homens e mulheres escravizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Paranaense de Maring\u00e1 e sete vezes ganhador do Pr\u00eamio Jabuti de Literatura, Laurentino Gomes \u00e9 autor dos livros 1808, sobre a fuga da corte portugue- sa de dom Jo\u00e3o para o Rio de Janeiro e eleito Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras; 1822, sobre a Independ\u00eancia do Brasil; e 1889, sobre a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, al\u00e9m de O caminho do peregrino, em coautoria com Osmar Ludovico &#8211; todos publicados pela Globo Livros. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paran\u00e1, com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 titular da cadeira dezoito da Academia Paranaense de Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tarde em que o pr\u00edncipe dom Pedro chegou \u00e0s margens do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, o Brasil estava empanturrado de escravid\u00e3o. Comprar e vender gente era o maior neg\u00f3cio do novo pa\u00eds independente. Homens e mulheres escravizados perfaziam mais de um ter\u00e7o do total de habitantes, estimado em 4,7 milh\u00f5es de pessoas. Outro ter\u00e7o era composto por negros forros e mesti\u00e7os de origem africana uma popula\u00e7\u00e3o pobre, analfabeta e carente de tudo, dominada pela minoria branca. Os ind\u00edgenas, j\u00e1 dizimados por guerras, doen\u00e7as e invas\u00e3o de seus territ\u00f3rios, nem sequer apareciam nas estat\u00edsticas. O Brasil seria o \u00faltimo pa\u00eds da Am\u00e9rica a acabar com a escravid\u00e3o, pela chamada Lei Aurea de 1888, quase sete d\u00e9cadas ap\u00f3s o Grito do Ipiranga. A &#8220;segunda aboli\u00e7\u00e3o&#8221;, preconizada pelos abolicionistas, jamais aconteceu. O pa\u00eds nunca se tornou uma &#8220;democracia rural&#8221;, mediante a redistribui\u00e7\u00e3o de terras do latif\u00fandio improdutivo. Jamais promoveu negros e mesti\u00e7os \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os plenos, com os mesmos direitos assegurados aos demais brasileiros. Sem acesso a educa\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, renda e condi\u00e7\u00f5es dignas de vida, a popula\u00e7\u00e3o afrodescendente brasileira foi abandonada \u00e0 pr\u00f3pria sorte, marginalizada, explorada sob formas disfar\u00e7adas de trabalho for\u00e7ado e mal remunerado. Era assim em 1822. E assim permanece ainda hoje, dois s\u00e9culos ap\u00f3s a Independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Laurentino Gomes <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume II: Da independencia do Brasil \u00e0 Lei \u00c1ureao Laurentino Gomes &#8211;\u00a0porto editora &#8211; Rio de Janeiro, 2019 Depois de receber diversos pr\u00eamios com a s\u00e9rie 1808, 1822 e 1889, o escritor Laurentino Gomes dedica-se a uma nova trilogia de livros sobre a hist\u00f3ria brasileira. 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